E sou?
- Ênne.
- BeloHorizonte, Minas Gerais
- ; Não sou eu, mas eu fui assim; e cheguei a quase ficar assim! Nem graças ao elixir de inhame eu hoje seria assim. E sentí-la morrer comigo, só então sentí-lo morrer dentro de mim. [Falo sobre o comportado apático e sobre a sensação de assim ter sido]
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Yeah baby!
Ernest Hemingway
domingo, dezembro 07, 2008
mofo.
domingo, novembro 16, 2008
Bem vindo sejo o choro.
chorar exterioriza o sentimento,
por pior ou melhor que seja,
chorar lava a carne,
salga a boca,
e limpa,
faz poça,
até onde seca,
até onde absorvemos tudo denovo,
até onde nos preparamos pra chorar denovo,
e que seja melhor que antes,
que seja mais uma,
porque chorar faz parte de nós,
chorar nós faz ser um tanto quanto mais humanos,
um tanto quanto mais nós mesmos,
dentro do poço ou fora dele,
mas sempre molhados,
por semos nós mesmos."
[Nathália Duque Gonçalves]

- endereçado a minha linda flor moça, Juliete.
Dahmer.
[André dahmer]
sábado, novembro 15, 2008
sem resposta a Ocean.
- é das palavras que eu falo, das palavras que podemos escrever. e tudo começou de um ponto inicial, o qual se resume em não saber responder o último recado.
15/11/08
[Nathália Duque Gonçalves]
sábado, outubro 25, 2008
metida num entresseio quase permanente, porém demaseado.
Quando me deito, me escorro e me dano a pensar, me debato; é quando sinto a carne retrair, o sangue pulsando a me lapidar enquanto escorre pelas arestas, é quando vejo o nada além, é quando mergulho na água do fundo do poço pertencente, sem subir após; quando me jogo no tal mar interno, o mar de mágoas, aquele que não se pode navegar, onde a gravidade é maior, não existe o permanecer acima ou o mero nadar, nele só me afundo, um só me afogo no intro-torpor de não ter ar, nem nada, de não me ter e nem me importar; o que não há, o vazio que há, o dentro hostil, as paredes que comprimem a ilusória alma, o que me torce tudo, o que me deixa suja a sangar, a arder no próprio asfalto corrente, quente - é isso que nos faz ser, é isso que não faz ter- demente, caída, a resistente na querência, até que os braços se tornem camisa de força, e não, camisa de fraca...
[Nathália Duque Gonçalves]
domingo, outubro 05, 2008
- amor sob medida;

Se você crê
Erga
E agradeça
Quando me cobiçou
Sem querer acertou
Na cabeça
Eu sou sua alma gêmea
Sou sua fêmea
Seu par, sua irmã
Eu sou seu incesto
Sou igual a você
Eu nasci pra você
Eu não presto
Eu não presto
Traiçoeira e vulgar
Sou sem nome e sem lar
Sou aquela
Eu sou filha da rua
Eu sou cria da sua
Costela
Sou bandida
Sou solta na vida
E sob medida
Pros carinhos seus
Meu amigo
Se ajeite comigo
E dê graças a Deus
Se você crê
Encaminhe
Uma prece
E agraceça ao Senhor
Você tem o amor
Que merece.
domingo, setembro 28, 2008
é que
quase nunca faço assim, que é pra ver se eu me acostumar a fazer.
sem quem
meu amor eu vou-me indo
indo, ando, sem findo, sem mando
Eu vou pra não mais voltar
me buscar em qualquer lugar
se quiser lhe busco também
eu busco mais alguém
do que me toma, até quem
eu vou-me embora meu amor
quem sabe correr atrás do meu quem
sim, é alguém
sou, e não sou meu quem.
[Nathália Duque Gonçalves]
segunda-feira, setembro 22, 2008
sábado, setembro 20, 2008
Suja
E todos os dias me nego a entender
O porque do fazer, da situação
E me ponho úmida
A cada momento infame de libertação
E a subjetividade complexa
Do tema a se tratar, não?
É um período ridículo de quando ficamos a mercê
Isso ou aquilo nos torna mais tolos
É... A perda
O não saber na significação desta
E tive?
Negação incompleta na espera
Ser mais do que quer
E ser aquilo que promoveria afeto.
Incompatibilidade de ações
Nos levam a uma infinidade de processos problemáticos
Há um acúmulo de desgaste
E a querência ou falta dela
Não é uma simples inverdade.
Deixemos de lado toda a situação
Que nos torna imóveis ao incômodo
Não é como antes,
Agora há com o que se preocupar
Mas há também a falta de disponibilidade
De aplicar a dialética no cotidiano.
É o nobre sentimento
Que faz mal na aceitação
Então renego a entendência
Pra ter mais onde deitar a cabeça
Nas noites de displicência
Pra derramar minha liberdade suja num colchão.
[Nathália Duque Gonçalves]
segunda-feira, setembro 15, 2008
É que Móveis faz milagre!
É isso mesmo, a concordância não está errada não!
-Vô?
- Vai! (um pontapé pré-show nem atrapalha né?)
Horas depois...
- Puuuuuuuuuuutamerda mulheeeeer! (estourando tímpanos)
- O que? Han?
- Fui!
- E aí?
- Foi!
- Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaassa!
A verdade é que eu fiquei bem feliz, um feliz enciumado; afinal de contas uma de minhas meninas estava se envolvendo com um coyote negro bom de bico (Opa!), bom de uivo e de rosnado, e no fundo eu sabia que era perder a garota que ia nos envelopes; no fundo, eu sabia que o último endereço que eu a mandaria era praquele coração doído, (doído e apaixonado, diga-se de passagem).
Ela já saiu do envelope faz um tempo, hoje é uma dama de ouro, os rosnados e uivos são pra ela (as abaixadinhas de orelha também), o coiote cantante vira um galanteador rei de espadas e dentro do envelope guardado no fundo de um quarto sem porta, só Deus sabe o que acontece! (Deus e...cadê minha câmera?)
-Seis! Truco! Não é truco não, seis é só o começo, ou onze é o começo? Não importa começo, o que é importa é que não tem fim, os meios a gente vai vendo, sentindo, vivendo, amando, jogando truco, rosnando por aí, uivando pra amada, malhando escondido, escrevendo dedicatórias em livros, declarando amor em público, perdendo o juízo e outras cocitas mas, e o que bem ou mal for possível fazer, e claro, o impossível também, já que era impossível acontecer e aconteceu, por que não então ser sem limites?
Já é sem limites, e como Fernando Sabino já dizia: ‘...até desaparecer em direção ao infinito...’
- Sabe?
- Sei o que?
- Que Móveis move montanhas!
- Move o que? Como assim?
- E braços, pernas, mãos, beijos, e surdez momentânea e eufórica! (pelo menos foi isso que descreveram!); Te contar uma coisa...
- Han.
- Que placas tectônicas que nada, o que move mesmo é móveis, e sem parar!
[Nathália Duque Gonçalves]
domingo, setembro 14, 2008
Sexo diário continua sendo o melhor remédio...
Quem ama não adoece, quem tem tesão não tem tédio
Não mato cobra por que sou ecologista
Nem mostro o pau por que não sou exibicionista
Eu não escrevo teses, eu só escrevo tesões
Não faço subversinhos, só faço subversões
O que importa agora é o que nós vamos fazer daqui pra frente
O que fizeram do mundo? O que fizeram d´a gente?
Por isso eu vou dizer o que que eu acho
Ou a gente parte pra cima ou a gente fica por baixo
Sexo diário continua sendo o melhor remédio"
(Eliakin Rufino)
Cinzas cinzas
As cinzas postas por mim não tem o cheiro dinsfuncional do tabaco, tem o cheiro de uma cor imprecisa tom de neblina; só vou amontoando palavras que por si sabem a exatidão de seus efeitos, mas aqui, quem vos fala não tem esse dom desavergonhado dos bons... não psicografo palavras, não me comunico com elas, vez ou outra se apresentam a mim, fazem travessuras na hora do meu raro sono, tiram brincadeira covarde com minha memória, que ainda acordada é vazia e na hora do sono já morre.
O cheiro
disfuncional da
neblina, a
cor imprecisa
do tabaco.
Só vou amontoando porcarias.
sábado, setembro 13, 2008
Não é só mineiro que entende

Logo o trem ia se afundando na distância. Levando consigo o barulho, a fumaça e a alegria dos meninos. Ficava no ar um vazio que era o trem já ter passado sem que nada acontecesse de diferente, só restando esperar o dia seguinte"