E sou?

Minha foto
BeloHorizonte, Minas Gerais
; Não sou eu, mas eu fui assim; e cheguei a quase ficar assim! Nem graças ao elixir de inhame eu hoje seria assim. E sentí-la morrer comigo, só então sentí-lo morrer dentro de mim. [Falo sobre o comportado apático e sobre a sensação de assim ter sido]

domingo, setembro 20, 2009

balanço de ônibus

14/06/09

no balanço do ônibus, A tem cara de T, J tem jeito de G e o resto a gente faz um esforço, leitura estranha e a gente escreve mesmo assim, a vontade não passa por isso.
mas algo que me intriga é o fato das minhas idéias aparecerem louca e rapidamente quando estou no coletivo balancê de todo dia, motivo? sei lá, talvez seja o compasso que falta pra pegar no tranco, quem sabe o tremelique ative qualquer coisa, mas o mais provável mesmo é que são momentos á toa, ócio criativo talvez. que deixam o pensamento fluir por falta do que fazer, logo ali mesmo, ao lado do berçario tem o matadouro das idéias, localizado exatamente na próxima curva, pertinho de uma placa qualquer, a esquerda daquela luz, e o responsável pode ser o próximo rosto que você avistar.
mas não se aflija, um que morre é um que nasce, e não há lugar no mundo que chegue, mas na cabeça, não há idéia que acabe. errados os que dizem que cabeça vazia é oficina do diabo, aliás, o diabo que tome tento, pois pode acabar com orientação sexual definida, lacinhos cor de rosa e gravata azul.
cabeça vazia? pegue um ônibus.


- gostaria de dizer, que serve pra metrô, taxi e caronas silenciosas.

quarta-feira, setembro 09, 2009

quinta-feira, agosto 20, 2009

enxergue seu arco-íris
saia do arco
liberte sua íris.

domingo, agosto 09, 2009

coisa de domingo.



link: http://www.youtube.com/watch?v=2_HXUhShhmY

[ainda não entendo porque não aparece o vídeo! aaah!]

riso,

estranhou.
se curvou após o banho,
cabelos molhados,
torcer.
e em forma de L de cabeça pra baixo,
gotas de água pingavam do bico de seus seios,
e derrepente achou engraçado
e riu
estranhamente ficou rindo da água pingando de seus mamilos.
se levantou e as gotas escorreram pelo corpo,
e se misturaram a perder de vista.

e continuou a sorrir estranhando.

segunda-feira, julho 13, 2009

tocando no radinho:
coração em pó
composição: natália mallo / vadim nikitin
interpretação: natália mallo

Será que o coração é só uma pá de areia
que o mar leva e traz todo dia e a gente nem suspeita
Será que o coração é só grão de açucareiro
que a cigarra traz da cozinha, do grande formigueiro
Será que o coração é só cósmica poeira
que o luar conduz e alinha e o tempo vem e cheira
Será que o coração é só cinza da cabeça
que quer fogo de pomba-gira e fuma-se a si mesma

Coração em pó
uma colher dá 500ml
Coração em pó
faz bem pra alma, emagrece, hidrata a pele
Coração em pó
desencantado artificialmente
Coração em pó
tudo que em mim está pensando

quinta-feira, julho 09, 2009

Rodízio pra viver

Uma vez Stela me disse que como fora pra ela, parecia sem esperança o que lá estava escrito.
Pois bem, não tem esperança mesmo, e nem deveria ter, aliás minto, não deve nem deixa de dever, só não há.
o tempo passa e acabo percebendo que um jogo de montagem se faz, as peças mudam de lugar, fingimos que não tem tanta importancia, e se inicia um ciclo vicioso, um rodízio pra viver.
ser humano gosta de complicar, mas pra mim, humanos de verdade são os imaturos, quem sempre nunca esboça reações é destemperado, e tempero faz bem...
crises de ciume, medos, choros incontroláveis, gritos e choro súbto... é tão mais lindo e precioso.
A falta de esperança padece, e pede clemência
O tempero permanece deixando-me em conserva num pote a ser devorado.
Enquanto isso fico pedinte, trocando e temperando peças.

[escrito de um tempo atrás, piegas]

segunda-feira, junho 22, 2009

Sabe do Sábado

a gente sempre acaba esperando o pior
até pensei e ela também pensou, e é comum sermos de duas uma
não falo de ser duas caras, mas sim da que vive sem camisa de força e da que a usa como artigo de luxo
não que eu goste de luxo
uma bela noite e manhã
3horas de nada tudo em lençóis
sem receio, bem, ele veio
a gente descobre que lasanha de quatro queijos não tem tanto gosto quanto apertões e abraços
e o que se tem a dizer?
olhar, ficar calado, diz.
são milhares e adoráveis pigmentações numa superfície doce e quente
agradável e ponto
pronto
e dos meus dedos emaranhados nos fios de cabelo
não se faz mais samba no escuro.

ainda Carolina I

Carolina esperava mais daquele dia, estava sem música, mas queria que fosse melhor, ela se sentou ali, estragou seu estômago mais uma vez, e dessa vez, não era na companhia de um amigo. Pessoas estranhas - e quem não é estranho? - em volta de mesas e pratos ali presentes, carregando restos, até que palavras foram ouvidas rasgando, era como se o tempo deixasse de passar naquele ritmo e passasse a ser próprio e frívolo... De dentro da barriga, tudo parecia tomado. Xeque mate! jogo perdido, e ela desistiu de querer; Durante o tempo vazio mais a frente, aquele dia não fez mais sentido, só sabia que não devia esperar, continuou estragando seu estômago; o que se aprende é que não se deve, e mesmo assim sem querer, Carolina continua a esperar...