E sou?

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BeloHorizonte, Minas Gerais
; Não sou eu, mas eu fui assim; e cheguei a quase ficar assim! Nem graças ao elixir de inhame eu hoje seria assim. E sentí-la morrer comigo, só então sentí-lo morrer dentro de mim. [Falo sobre o comportado apático e sobre a sensação de assim ter sido]

domingo, setembro 20, 2009

balanço de ônibus

14/06/09

no balanço do ônibus, A tem cara de T, J tem jeito de G e o resto a gente faz um esforço, leitura estranha e a gente escreve mesmo assim, a vontade não passa por isso.
mas algo que me intriga é o fato das minhas idéias aparecerem louca e rapidamente quando estou no coletivo balancê de todo dia, motivo? sei lá, talvez seja o compasso que falta pra pegar no tranco, quem sabe o tremelique ative qualquer coisa, mas o mais provável mesmo é que são momentos á toa, ócio criativo talvez. que deixam o pensamento fluir por falta do que fazer, logo ali mesmo, ao lado do berçario tem o matadouro das idéias, localizado exatamente na próxima curva, pertinho de uma placa qualquer, a esquerda daquela luz, e o responsável pode ser o próximo rosto que você avistar.
mas não se aflija, um que morre é um que nasce, e não há lugar no mundo que chegue, mas na cabeça, não há idéia que acabe. errados os que dizem que cabeça vazia é oficina do diabo, aliás, o diabo que tome tento, pois pode acabar com orientação sexual definida, lacinhos cor de rosa e gravata azul.
cabeça vazia? pegue um ônibus.


- gostaria de dizer, que serve pra metrô, taxi e caronas silenciosas.

2 comentários:

Daniel disse...

Quando eu era da 6ª série eu matava aulas pra andar de ônibus pelo Rio de Janeiro, acredita?

Eu procurava o ônibus com o maior etinerário e o pegava. Ficava observando a paisagem, pensando na vida. Eu adorava.

Eu gostava de matar aula pra andar de ônibus lendo. Dizem que é perigoso, e é, mas na época eu não sabia. Hoje eu sei, mas continuo lendo.

Isso levou-me a esses tempos. Dias estranhos, os meus daquele ano.

Daniel disse...

Quando eu era da 6ª série eu matava aulas pra andar de ônibus, acredita?

Eu procurava o ônibus com o maior etinerário e o pegava. Ficava observando a paisagem, pensando na vida. Eu adorava.

Eu gostava de matar aula pra andar de ônibus lendo. Dizem que é perigoso, e é, mas na época eu não sabia. Hoje eu sei, mas continuo lendo.

Isso levou-me a esses tempos. Dias estranhos, os meus daquele ano.